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O que o fundador do aplicativo Waze tem a nos ensinar?

12/09/2017

 

Uri Levine, um dos 3 fundadores do Waze, aplicativo que foi vendido por mais de US$ 1 bilhão ao Google, em 2013, tem belas lições para compartilhar com todas as experiências empresariais que teve.

Em uma entrevista que deu para a Endeavor Brasil, durante uma viagem à Israel, Uri já começou o papo reforçando o quão difícil é a vida do empreendedor: muitos sacrifícios, uma longa montanha russa, sem nenhuma certeza do que está por vir no futuro.

 

Quando perguntado sobre o momento mais duro como empreendedor do Waze, ele relembrou o período em que a empresa quase quebrou. No fim de 2010, o dinheiro estava para acabar, o aplicativo tinha poucos usuários e o google acabara de anunciar uma solução concorrente.

 

A empresa estava fadada ao fracasso, até uma grande multinacional de tecnologia decidir colocar dinheiro pra salvar o negócio, que a partir de 2011, começou uma curva intensa de crescimento. Depois do relato, parte do grupo questionou Uri sobre o fato de os fundadores terem sido muito diluídos com a entrada do novo sócio.

 

De fato os empreendedores ficaram com uma parcela pequena da empresa que eles mesmos haviam fundado, mas, para Uri, “melhor uma pequena parte de um negócio vendido pro Google por US$ 1 bilhão do que morrer na praia, sendo o principal acionista do negócio.” E por que vender para o Google? “Não tinha uma bola de cristal para dizer o que iria acontecer caso não vendesse.

 

Fora o preço altíssimo que eles ofereceram, o impacto poderia ser bem maior na mão deles.” Durante a entrevista, quando Uri foi perguntado sobre como era ser CEO de uma empresa que ganhou o mundo, ele surpreendeu dizendo que não gostava de ser CEO e só exerceu a função até 2008. Na época, ele tinha basicamente 3 responsabilidades:

  • 1. Recrutar gente boa;

  • 2. Comunicar a visão para o time;

  • 3. Negociar com fundos de investimento para garantir dinheiro.

 

O que lhes permitiu lançar o produto e fazê-lo rodar em alguns países — as cidades de menor porte foram os que mais deram certo no início. Depois de ter cumprido com esse papel, Uri e seus sócios decidiram contratar um CEO. Enquanto o novo chefe cuidava dos principais mercados (EUA) e trabalhava em cima da principal fonte de receita (anúncios), Uri olhava para mercados secundários e fontes de receita alternativa. Depois de contar sua experiência, ele completou: “Isso só funciona se os fundadores derem espaço para o(a) novo(a) CEO”.

Uma cultura de comemorações

 

Durante o papo, Uri também disse que ele e seus sócios faziam questão de criar o melhor ambiente de trabalho possível, celebrando as “primeiras vezes” de tudo. Primeiro usuário, prêmio, rodada de investimento, tudo isso era coisa boa de se comemorar.

 

Mas o ápice mesmo era receber cartas de agradecimento dos usuários. Uma delas disse até que o aplicativo salvou um casamento! Isso sim vale abrir uma champanhe ou tocar o sino dentro do escritório.

 

Como tudo começou

 

Uri conta que seus primeiros usuários foram pessoas entusiasmadas por mapas que encaravam aquilo como hobby e que discutiam o tema em fóruns da internet, e ainda completou: “só tive sucesso porque amava estar perto dos usuários. Se você não conhece a fundo seus usuários e olha a solução antes de investigar o problema, é praticamente impossível fazer a coisa engrenar.”

 

Por fim, Uri terminou sua fala provocando os empreendedores com 3 frases:

  • 1. Não tenha medo de falhar, mas cometa os erros com rapidez;

  • 2. Foco é saber dizer não;

  • 3. Disrupção não depende de tecnologia, mas sim de gente que ousa desafiar situações de equilíbrio

    Quem você vai desbancar se sua ideia der certo? Se não souber responder, talvez sua ideia não seja grande o bastant

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