© 2017 por Mariana Salomão

Eu Morri, e Você?

Vivia na duvida de quem eu realmente queria ser: a pessoa leve, alegre, amiga, inspiradora e motivadora, ou a profissional impecável, com grandes resultados, respeitada e bem sucedida.

 

Nessa luta interna, onde derramei suor e sangue (literalmente) de meu corpo, gastei tempo e energia da minha preciosa vida para me deparar com a mais óbvia das conclusões:

Uma está completamente ligada a outra.

Uma não existe sem a outra.

 

E não pense que essa conclusão veio de maneira romântica, após um grande feito. Absolutamente.

Um mês após abandonar meu estimado emprego corporativo, em uma noite, agitada por pensamentos confusos de indecisão, insegurança e muitos sonhos, estava com a seguinte questão:

 

Abri mão de uma bela oportunidade, de um sonho, para mudar de sonho e seguir minha carreira. Até aí, perfeito. Estava segura com a decisão. 

 

Mas nesse novo negócio, quem eu iria querer ter como cliente? Como iria me posicionar?

Para pessoas que estão como eu já estive,  mortas, ainda que vivas biologicamente? Vou ressuscita-las, inspira-las a viver uma nova forma de olhar o mundo, de viver a vida que merecem e desfrutarem cada segundo da jornada?

Ou, vou falar para os engravatados, donos do dinheiro, aspirantes do sucesso, líderes, e ensiná-los a usar melhor o tempo, engajar suas equipes para maiores resultados e ajudá-los a desenvolver talentos e habilidades para irem para o próximo nível? 

 

Como pude estar tão cega?

 

Nos últimos anos dentro do mundo corporativo vivi todas as maravilhas e desgraças que seriam possíveis de serem vistas.

 

Em 2016, durante um dos períodos mais agitados e ocupados da minha carreira profissional, o corpo gritou por socorro. A alma chorou desesperadamente e todo o desequilíbrio aparentemente equilibrado culminou em uma hérnia de disco comprimindo o canal medular e eu, caída no meio da rua, sem o movimento das pernas, desmaiada pela dor extenuante. Incapaz.

Todo o profissionalismo, produtividade, proatividade, importância, status, a agenda impraticável, as reuniões intermináveis, os projetos urgentes, os relatórios importantíssimos... tudo isso, que eu tanto valorizava, não valiam mais nada.

Não podiam me ajudar naquele momento.

Todo o meu estudo, idiomas, realizações e prêmios não podiam me ajudar.

Naquele breve momento, entre 3 desmaios até o hospital, tudo o que eu me perguntava era: o que eu fiz para isso acontecer? O que eudeveria ter feito para evitar? O que passou pela minha vida nos últimos anos? E se eu não puder mais brincar com a minha filha? E se eu não puder mais me exercitar? Por que eu neguei tantos encontros com minhas amigas ou minha família? Onde eu estava?

 

Onde estava a pessoa que queria ser leve, alegre, amiga, inspiradora e motivadora? Onde estava a pessoa que há poucos anos quase perdeu a vida e decidiu viver com propósito?

 

E durante a eternidade quântica de espera pelo médico, entendi que aquela pessoa tinha ficado em algum abismo que eu mesma construí, separando de maneira involuntária, o ser integral do ser profissional.

 

Vivi os meses seguintes na busca pelo projeto de uma ponte, assim eu poderia construí-la em cima desse abismo e atravessaria de um lado ao outro, conforme a "necessidade".

 

Engano!

 

Não tem como separarmos nossa vida dessa maneira. Se você tem sucesso, tem sucesso e ponto final. 

Não é possível sentir que está cumprindo sua missão, se vive a agenda dos outros e busca a sobrevivência financeira entre os percalços da vida.

Como também não é possível sentir a vida em sua plenitude se ganha rios de dinheiro, faz o que gosta, mas tem os relacionamentos com os amados dilacerados pela falta de prioridade, presença e carinho.

 

Passaram exatos 6 meses para que a ficha caísse.

 

Nesse primeiro mês oficial do meu negócio próprio (ou missão de vida), estava a todo vapor com reuniões, planejamento, networking, grupos de apoio entre amigos... e em uma tarde, tive uma reunião de negócios com um amigo, grande empresário. Homem de muita visão de negócio, perspicácia, enfim, alguém muito inteligente e bem sucedido.

 

Ele me convidou para uma grande parceria. Meus olhos brilharam! Ele me disse: "- Você inspira o sucesso. Deve estar entre os maiores. Vamos ajudar empresários e empreendedores a terem resultados de verdade. Vamos mexer na economia do Brasil. Você sabe como ajudá-los e eu quero você nesse projeto comigo." 

UAU! A Mariana Business deu pulos de alegria! Pronto! Defini! Vou trabalhar com Alta Performance para executivos e empresários e ajudá-los a dominar as questões comportamentais para aumentar os resultados.

 

Uma semana depois, em uma sincronicidade do universo, eu estava em uma sessão de mentoria, algo totalmente fora dos meus planos, com uma pessoa que não fazia parte da minha trajetória até então e que eu não fazia a menor ideia da metodologia que seria utilizada.

Mas sabe aquele aviso interno, que me dizia que mesmo parecendo insano, dizia que eu deveria ir? 

La estava eu, pedindo ajuda exatamente sobre meus próximos passos para meu posicionamento de mercado.

 

Era nosso primeiro encontro. Nos conhecemos uma semana antes em uma palestra que ministrei. Um profissional extremamente reconhecido em sua área de atuação, com uma metodologia que eu não conhecia. Mas eu estava realmente precisando de respostas e naquele momento eu queria uma outra opinião. Tinha algo que não estava fechando e eu precisava descobrir o que era.

 

Ele me disse: seu trabalho é muito bom. Mas é comum. Em que realmente você é ÚNICA?

 

Em um suspiro de ansiedade e desapontamento, eu respondi: "estou com essa questão há algumas semanas e não sei responder. Pode me ajudar a descobrir?"

 

Ele, que já havia me dado uma verdadeira surra de realidade, me olhou profundamente, fechou os olhos e comandou: Anote:

Passo 1: escrever um livro, passo 2: atualizar seu site... e assim seguiu até que no passo 5 ele fechou os olhos e ficou em silêncio... mais silencio.... minha mão trêmula esperando a próxima ação. 

Ele respirou fundo e pude sentir a profundidade da energia quando nossos olhares se cruzaram. Ele soltou a frase:

Eu morri, e você?

 

Eu, que estava esperando uma mega tarefa secreta ultra poderosa, não entendi direito e minha cara de espanto deu a pista para que ele completasse:

Essa é a sua história. Essa é a sua missão. Você já sabe o que fazer.

 

Imediatamente, após um arrepio por todo o corpo, ele arrancou um mar de lágrimas dos meus olhos, vindos diretamente do meu coração.

 

Não sei se você já viveu isso, mas foi a minha primeira vez. A sensação que eu tive é de que alguém estava iniciando as operações de uma usina de energia, com o barulho, o movimento, luzes piscando, disjuntores sendo ligados e CLICK! Tudo fez sentido!

Em nenhuma outra experiência eu tinha visto um filme da minha vida, nem quando estive ao lado da morte.

Mas naquele momento, eu descobri qual era a coisa certa a fazer.

Em instantes me vi careca, com uma enorme cicatriz na cabeça, me vi querendo estudar e não conseguindo, pois meu frágil cérebro não conseguia conectar nem as informações mais simples, me vi obesa, sem vontade de sair de casa, me vi sofrendo todo tipo de assédio verbal possível, sendo muitas vezes humilhada, me vi passando pela terapia para tratamento do câncer na tireoide e mais uma cirurgia para a coleção, me vi passando dias longe de casa, em outros países, deixando minha filha para o trabalho, me vi sofrendo com minhas costas durante 1 ano com 24 horas de dor incapacitante, me vi desfalecida, assustada e com medo, enfrentando mais uma cirurgia, convivendo com as difíceis limitações do pós operatório e 6 pinos de titaneo para segurar a barra dessa mulher que eu havia me tornado e não havia me dado conta.

 

Em 5 segundos, na minha mente, eu já tinha os vídeos prontos, o livro escrito, o site montado e a imagem das minhas palestras lotadas de pessoas sendo impactadas.

Foi surreal!

 

Mas não estou aqui para contar uma história bonita... a verdade é que mesmo com toda essa emoção vivida, sentida e vista, me deu uma pane!

Eu abandonaria o projeto de ajudar empresas e profissionais a crescerem?

 

E aí voltamos para o início da história... naquela noite, cheia de pensamentos  e a grande questão.

 

Refleti profundamente sobre aqueles segundos em que a frase: "Eu morri, e você?" Ecoavam pelo filme da minha vida.

 

Vi que o filme era tão lindo. Pude ver a força que eu tive para superar tantos eventos desafiadores. 

Eh tive uma estratégia.

Eu passei por todos eles e venci, como uma fênix, ressurtindo ainda mais forte após cada um deles. E acho que, pela primeira vez, tive orgulho da minha história. 

 

Mais do que isso, toda a minha história começou a fazer sentido e como num jogo de extrema estratégia, uma peça foi finalmente sendo ligada à outra. 

 

Ao refletir sobre todas essas coisas, vi que eu só tinha alcançado o sucesso profissional, os lucros, a alta produtividade, a sensação de propósito e o título de alguém de alta performance, porque eu tinha decidido viver uma vida plena, sempre buscando aprender, sentindo cada segundo, desfrutando dos relacionamentos e das vitórias do caminho. 

Descobri que foram exatamente nas vezes em que eu deixei de estar alerta para essa decisão, que os resultados ruíram.

 

Então, me dei conta que eu tinha descoberto uma estratégia única para conseguir isso. E ali estava a minha missão. 

 

Deste ponto foi fácil fazer o link e concluir que não existe nenhum tipo de "Alta Performance", sucesso, resultados ou lucros sem o "Desenvolvimento Humano", e não existe desenvolvimento humano, sem o entendimento e a decisão de viver uma vida plena, completa e equilibrada. Não existe desenvolvimento humano sem a decisão de viver uma vida com propósito.

 

Eu morri... (várias vezes)... e você?

Por que estou vendo isso?

Este é um trecho do meu rascunho para o meu novo livro.

Imagino que você possa ter se identificado com algumas partes da minha história. 

A vida deve ser vivida com maestria e envolvimento, se você não está conseguindo, vamos MARCAR uma conversa.

Eu criei as estratégias na prática da vida e estudei muito para desenvolver o método certo para você.

Me ligue! (19) 98133-3680 ou me envie um email:

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